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Romarias

 

Um traço cultural a se destacar na cultura popular no estado de São Paulo são as romarias.

A pé, de bicicleta, a cavalo, de charrete, de moto, de carro, em ônibus fretados ou de carreira ou até mesmo em "vans" fretadas, elas são constantes e por vezes antecipadamente marcadas em datas pré-estabelecidas.

Acontecem durante todo o ano apresentando, ciclos de grandes picos, que chegam a levar as polícias rodoviárias e municipais a montarem esquemas especiais para proteção do romeiro.

No Cone Leste Paulista, paralelamente tem vindo a se desenvolver de forma bem aperfeiçoado o Turismo Religioso.

Quando o percurso é feito a pé, os romeiros se auto intitulam de caminheiros, solitários, em duplas ou em grupos eles se propõem a este modo de expressão espiritual, para pagamento de promessas ou tão somente em atos de devoção.

Entre aqueles que empreendem as caminhadas de forma solitária, a sós, muitos deles carregam cruzes por distâncias, por vezes superiores a 100 km. Também merecem especial destaque aqueles que se organizam em grupos, cujas peregrinações são regulares, encontrando-se entre esse caminheiros, por vezes, devotos que já atingem marcas significativas de 50 anos ininterruptos de caminhadas (peregrinações).

São também numerosas as romarias com organizações internas, complexas em alguns casos, verdadeiras instituições que congregam grande numero de afiliados, cujas peregrinações são regulares, destacando-se entre estas, as romarias a cavalo, que apresentam maior nível de organização e complexidade; em algumas delas, em romarias bem longas, chegam a congregar acima de 1.500 cavalos e cavaleiros. Estas romarias, são, via de regra, uma convergência de expressões culturais com variedade de elementos convergentes, a saber: alimentos, indumentárias e sincretismo religioso.

Ocorrências: Alumínio, Araçariguama, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Cachoeira Paulista, Cajuru, Campinas, Caucaia, Cidade de São Paulo, Cotia, Embu, Espírito Santo do Turvo, Franco da Rocha, Ibiúna, Itapeva, Itapecerica da Serra, Itapetininga, Itapevi, Itatiba, Itu, Itupeva, Jandira, Jarinu, Jundiaí, Juquitiba, Louveira, Mairinque, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Mogi Mirim, Osasco, Piedade, Pilar do Sul, Piquete, Piracicaba, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Porto Feliz, Redenção da Serra, Santana do Parnaíba, São Luís do Paraitinga, São Roque, Suzano, Vargem Grande Paulista, Valinhos e Vinhedo.

São Paulo, congrega o maior número de centros de peregrinação do Brasil. Sem contar as três cidades-santuários de grande expressão como, Aparecida do Norte, Pirapora do Bom Jesus e Iguape, existem muitos outros com as mais variadas motivações devocionais, procurados regularmente ou em datas especiais.

Em alguns destes, em que pese a quantidade de devotos, chegam a passar quase despercebidos por sua inclusão na rotina das cidades. Outros, ao contrário, quebram essa rotina pelo impacto causado na vida das comunidades.

No Cone Leste Paulista, o turismo religioso tem-se centrado nas cidades: Aparecida do Norte, Bom Jesus dos Perdões, Pirapora do Bom Jesus, Tremembé e Guaratinguetá.