VERDADE OU MITO

 

No dia 1º de abril de 1964, o presidente do Brasil, João Goulart, é derrubado pelo golpe e instaura-se o regime militar.

No dia 1º de abril comemora-se o dia da mentira (originariamente pela instituição do calendário gregoriano na França e Inglaterra), no Brasil ocorreu a dura verdade acima citada.

Para o brasileiro pode-se comemorar realmente tantas mentiras que temos vivido nas últimas décadas e que emergem a cada dia em nossas vidas a cada noticiário, a cada medida. A mentira tomou uma forma tão descaradamente cotidiana que o povo já acostumado ao “jeitinho brasileiro”, com tantos escândalos e falcatruas acha até que pequenos delitos são normais.

Afinal, a própria história do Brasil, desde o seu descobrimento, a inconfidência, a independência, a libertação dos escravos, a intenção na catequização dos índios e outros, possuem versões contadas nas escolas que não condizem à verdade dos fatos.

Parece que a mentira sempre envolveu os brasileiros de tal forma que talvez por isso, o “jeitinho brasileiro”, sempre foi simplesmente aceito e, agora que as grandes mentiras vêm à tona, deixam o povo dividido, pois a consciência da verdade parece não ter efeito para que saibam avaliar e responder se tudo que vivemos no passado e o que se vive atualmente é mito ou verdade.

O Brasil foi enganado desde sempre pelos colonizadores, padres, políticos e demais interessados nessa terra maravilhosa que foi “conquistada” por homens aventureiros, catequizados por religiosos exploradores, negros escravizados e índios que foram duramente tratados pelos saqueadores da sua cultura. Sempre vivemos num emaranhado de mentiras e individualismo onde a verdade, dificilmente prevalece e o brasileiro tratado como tolo porque crê em tudo que ouve.

Continuam nos enganando até hoje e pelas incertezas do que vem pela frente estamos divididos entre o que é falso ou verdadeiro e, enquanto isso:

 

- A aposentadoria do trabalhador está sendo vetada

- Não há verbas para as escolas e saúde publica

- Não há segurança para o povo por falta de verbas.

- O povo está agonizando por todos os cantos da periferia, nas favelas e nas ruas.

- A arte e cultura totalmente anulada.

 

Mas o povo feliz é explorado por contínuas mentiras:

- Pela exploração das nossas cidades maravilhosas e privilegiadas pela mãe natureza e que foram saqueadas por cada responsável em mantê-las.

- O povo brasileiro é considerado o povo mais feliz do planeta por ter tudo isso, mas, o que nos resta é a cerveja gelada, futebol, carnaval, e o não legado das olimpíadas, pelos quais pagamos caro, muito caro...

Quando isso tudo vai acabar? Será que nunca?

Até quando pessoas normais e que tem Deus no coração poderão suportar tanta hipocrisia.

 

Só nos resta então ‘comemorar”, justamente, o dia da mentira...

 

Genha Auga

Jornalista MTB: 15.320

 

COLHEITA

 

Na rua o povo em tumulto

Como em grades de gaiola,

O peso do cansaço,

Companheiros de exílio e luto.

 

Como o homem torna-se pequeno

Quando se entrega à fantasia,

Ilude-se com as migalhas

Do pão de cada dia.

 

Contudo essa gente

Pensa que sabe tudo,

Segue em frente sem ver

Vai sem saber de nada.

 

Indiferente a tudo

Como cépticos suicida

Praticamente esbanjando a vida,

Olhos melancólicos de outono.

 

Sob um céu cinza de cobalto

Profetizam seu passado

Frágeis com visão de ópio

Cirandam num palco de “Guignol”.

Com movimentos de fumaça,

Seguem sensitivos ao som.

Mas ainda lhes resta um alto...

Um longo pensamento:

 

Ser glorioso e forte

 Não uma ave aborrecida que gorjeia na gaiola,

A espera dos golpes do destino.

 Não vê a beleza da rosa porque tem espinhos.

 

A existência de todos tem um porquê.

O outono não é em vão

Assim como a árvore espera a primavera.

Só com luta sonhos serão realizados.

 

Mesmo um grão caído na terra morta,

Nela poderá ocorrer o milagre da vida.

Quem semeia colherá frutos

E sua árvore lhe dará flores.

 

Genha Auga

 

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