ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA MELHORAR O IDEB

  Talvez o sonho moderno de todo gestor público e de muitos diretores de escola seja o de bater os índices do IDEB. Vivemos uma guerra recente centrada na efervescência de elevar os indicadores de qualidade do país e presenciamos uma grande mobilização em torno da escola com o objetivo de melhorar tais índices. Carinhosamente, entendo que a articulação da escola com o objetivo único de melhorar um indicador de qualidade, trata-se, na realidade, de uma autêntica paranoia pedagógica!

Outros textos em outros momentos já trataram dessa discussão. Minha proposta neste espaço é trazer algumas reflexões sobre a questão didática. Isto é, o dia a dia em sala de aula. Mas antes, um pouco da problematização!

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Observe no gráfico acima as variações de notas que o Brasil obteve ao longo de mais de uma década no exame do PISA. Ainda que lentamente (exceto matemática) o país tenha avançado entre 2000 e 2012, em 2015 houve uma queda nas três áreas avaliadas.

O exame do PISA leva em conta três áreas: Leitura, Matemática e Ciências. Lembrando que todas as áreas conversam entre si e que não dependem, necessariamente, de uma disciplina específica para desenvolver os saberes e os conhecimentos da educação básica.

O que pretendo discutir aqui é que, independentemente de se tratar do PISA, da Prova Brasil ou de qualquer outro exame, o país apresenta baixos indicadores (com alguns focos regionais e locais de bons resultados). Porém, na grande média nacional, caminhamos lentamente.

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Verifique no gráfico acima que, em um recorte de 10 anos, o avanço se deu de maneira mais consistente nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Conforme avançamos nas etapas da escolarização, vamos diminuindo a evolução do IDEB. Bem, sem querer se alongar sobre o gráfico em si, vamos direto ao ponto.

A grosso modo, os exames cobram, principalmente, a capacidade leitora e de raciocínio lógico-matemático. Inicialmente é preciso dizer que tais capacidades devem ser desenvolvidas em todas as disciplinas escolares. Ler, escrever, interpretar, raciocinar, resolver problemas, enfim, articular essas situações não deve ser encarado como uma especificidade das disciplinas de Língua Portuguesa e da Matemática.

Afirmar que as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática são as “mais importantes” ou que são as “mais cobradas”, é um erro enorme. Digo isso com base na análise das questões (ou itens, como expliquei no texto passado). As questões tendem a ser interdisciplinares avaliando competências gerais, e é ai que mora o perigo.

Viemos de uma escola tradicional tecnicista em que o conteúdo pelo conteúdo era muito importante para o tipo de aluno que se queria formar. Tal concepção ainda se faz presente na escola e vemos diversos colegas se preocupando muito mais em memorizar conteúdos do que em desenvolver cognitivamente seu aluno.

Sempre que tenho a oportunidade de conversar com os colegas, procuro discutir as potencialidades de se trabalhar com diferentes linguagens, tendo como objetivo a efetivação da aprendizagem. Tais linguagens envolvem:

Leitura de símbolos;

Orientação espacial;

Prática da leitura;

Utilização de filmes;

Habilidades orais;

Habilidades da escrita;

Habilidades de raciocínio lógico.

Para cada um dos tópicos acima, temos uma grande discussão. Enquanto professor, lhe convido a refletir sobre cada um desses itens elencados. Vamos pensar e discutir sobre cada um desses pontos pensando: como eu posso potencializar minha aula, de forma com que eu garanta a aquisição de conhecimento pelo meu aluno e que eu consiga desenvolver suas faculdades?

Precisamos refletir sobre a prática sim, mas não sobre uma prática que tenha como objetivo elevar os indicadores de qualidade. Precisamos refletir sobre a prática que tenha como objetivo a aprendizagem do aluno. Aluno que aprende, aprende! E vai bem em qualquer tipo de exame ou avaliação externa. Inclusive (e sobretudo) sobre os exames e avaliações da vida!

Entenda que o título deste texto é apenas uma provocação. O objetivo geral da escola não deve ser melhorar o IDEB (ou qualquer outro sistema de avaliação). O objetivo deve ser a efetivação da aprendizagem e como consequência, o aumento do indicador de qualidade. Essa máxima ao inverso, só vai reforçar a teoria de que não se trata de um indicador de qualidade, e sim de uma paranoia pedagógica.

 

Ivan Claudio Guedes

Geógrafo e Pedagogo

ivanclaudioguedes@gmail.com

www.icguedes.pro.br

 

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