D. PEDRO I E A QUESTÃO DINÁSTICA EM PORTUGAL

 

Loryel Rocha

A Independência do Brasil foi construída pela maçonaria, conforme atesta o historiador maçon José Castellani (in: História do Grande Oriente do Brasil- a Maçonaria na História do Brasil), fato que tem sido minimizado ou escamoteado pela historiografia nacional.  Trata-se, portanto, de um projeto revolucionário.  Até o presente os reais meandros e objetivos desse projeto nunca foram devidamente estudados. 

Um deles diz respeito a questão dinástica em Portugal definida pelas Cortes de Lamego, convocadas por D. Afonso Henriques em 1139, onde se estabeleceu as leis para regular a sucessão dinástica de Portugal. Nessa lei, as mulheres tinham direitos de sucessão ou seja, poderiam ser rainhas, mas, não poderiam casar com estrangeiros. Eis a razão pela qual D. Maria I, mãe de D. João VI e avó de D. Pedro I foi a primeira e única rainha verdadeira e legítima de Portugal, pois, a filha de D. Pedro I - D. Maria II- não poderia ter sido rainha de Portugal. Explicação abaixo.

Desde Lamego, as regras para a sucessão dinástica de Portugal são seguidas fielmente, e quando existe alguma questão que impeça a sucessão são convocadas as Cortes que, via de regra, deliberam conforme o subscrito em Lamego. Portugal teve uma instituição sólida chamada Coroa, instituição que o Império do Brasil NUNCA teve e sequer a elaborou, priorizando o monarca ao invés da Instituição da Coroa.

Um dos gargalos mal explicados que envolvem a Independência do Brasil, refere-se precisamente à questão da sucessão dinástica de Portugal. Ao declarar a Independência e declarar-se Imperador do Brasil, D. Pedro (I) naturalmente se fez voluntariamente estrangeiro e, portanto, não poderia pretender ser REI de Portugal e IMPERADOR do Brasil ao mesmo tempo, pois, contraria frontalmente o que determina as Cortes de Lamego.

Assim, o sucessor à coroa de D. João VI não poderia ser D. Pedro e sim D. Miguel, seu irmão. Mas, após a morte de D. João VI, de modo atrabilhário, D. Pedro I reivindica para si o direito de herdar o trono português e estabelece conversações com seu irmão, D. Miguel para chegar a um termo comum propondo que este se case com sua filha, uma criança. D. Miguel "aceita" casar com a sobrinha e ao chegar em Portugal é reconhecido pelo povo como verdadeiro rei. Diante disso, D. Miguel como regente convoca Cortes e é reconhecido pelas Cortes como rei de Portugal. Isso deflagra uma guerra de D. Pedro I contra D. Miguel, que entronizado como verdadeiro rei contrariava frontalmente o projeto da maçonaria brasileira.

D. Pedro I após a morte de D. João VI, contrariando a Constituição que aprovara e as Cortes de Lamego, foi para Lisboa assumir o Trono de seu pai, auto-intitulando-se D. Pedro IV, o 27° rei de Portugal. Essa bizarrice de acumular duas coroas o levou a "abdicar" do Trono de Portugal em favor de sua filha, Maria da Glória. Mas, como se abdica de um Trono que já não lhe pertence? Curiosamente, em 1831, D. Pedro I "abdica" a favor de seu filho Pedro (II). Assim, os mentores do projeto revolucionário da Independência do Brasil, num golpe de mestre, tem as duas Coroas nas mãos: do Brasil e de Portugal, ou acha que as tem. Após a renúncia como Imperador, D Pedro I retorna para Portugal, onde lutou para restituir a D. Maria ao Trono, que, dizem os revolucionários, havia sido tomado por D. Miguel I, que com esse ato havia banido os revolucionários de Portugal. D. Miguel é deposto.

A Independência do Brasil é um golpe de Estado seguido de outro golpe de Estado, a República. Uma das intenções ocultas por trás deste golpe ao transformar o Brasil em "Império" era tomar de assalto a Coroa Portuguesa que era Reino Unido. A verdadeira história da Independência do Brasil ainda está por ser escrita. A história do Brasil é uma história panfletária porque baseada em mentiras e omissões vergonhosas.

Abaixo, iconografia de D. Pedro usando os títulos de Imperador do Brasil e Rei de Portugal e Algarves, composição artística que evidencia o plano revolucionário maçônico de tomar Portugal para o Brasil.

D. Pedro Imperador do Brasil e Rei de Portugal e Algarves

 

"D. Miguel I. : obra a mais completa e concludente que tem apparecido na Europa sobre a legitimidade e inauferiveis direitos do senhor D. Miguel I. ao throno de Portugal". Traduzida do original francez by Bordigné, comte de; Macedo, José Agostinho de, 1761-1831; Saraiva, António Ribeiro, 1800-1890; São Boaventura, João de, b. 1786.

ATENÇÃO: Artigo mantido no original. Português de Portugal

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