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Gazeta Valeparaibana

"Analfabeto não é aquele que não aprendeu a ler. Analfabeto é aquele que aprendeu a

ler e não lê."

Mário Quintana

Onde estamos: São José dos Campos - SP - Brasil

PAPO PRA DEPOIS!

 

Voltei ao normal. Ufa!  - Finalmente livre daquela roupa quente e vermelha, aquele algodão na cara fazendo de conta ser barba e bigode, soltei as renas, replantei a árvore...

Ano que vem o bom velhinho será mais real, uma panela na cabeça igual o “menino maluquinho”, calça de moletom confortável, chinelos, uma cartola de mágico, entrar pela porta da frente com dignidade, enviar um “zap” avisando que estou chegando...

A árvore de Natal será um passe de mágica para as crianças que não a tem; sairá da cartola um biscoito enorme em forma de árvore enfeitada com guloseimas e muito chocolate (abaixo as bolinhas e frutinhas), criança gosta de “besteira”, se come bem durante o ano isso não lhe fará mal algum e, se não come, a diferença não será o que comer nesse dia...

Nada de renas e sim cães (um pouco de enfeite natalino neles não fará mal nenhum), que me ajudarão a carregar os pacotes e a brincar com a criançada.

E depois que acabar o Natal, sobrará a árvore para ser devorada, os presentes serão decodificados magicamente perante os pais, de acordo com o que partilharam com os filhos durante o ano...  Será que vai ser bom? He he he... Para alguns sim, mas, para outros uma boa oportunidade para rever sua história de ano e entender que criança de hoje não quer só brinquedo de Natal mas, melhores pais e serem crianças felizes,  seguras e com boa educação.

O cachorro pode até ser adotado depois e Papai Noel agradece, pois a verba do ano não é suficiente para comprar ração e pagar veterinário e os mimos do pet shop, animais hoje em dia competem com filhos e são melhores ensinados.

Em casa, sem o disfarce, conversando com minha árvore que achou ótima ideia para os próximos anos, não arrancá-la do chão para enfeitar por uns poucos dias as casas, as renas não virem de tão longe numa jornada cansativa mesmo que pelos ares, pois nossos cães são prestativos e adoram correr pra lá e pra cá e visitar os amigos e reconhecer onde estão os inimigos...

Fim dos tempos? Não, tempos novos, tecnologia, sociologia, praticidade, mais verdade e menos fantasias. Sem precisar deixar o romantismo, a proposta é mostrar que o Natal pode ser todos os dias, mas, já que a data é marcada e certa, vamos comemorar “de boa”, no jeitinho brasileiro e no linguajar do jovem que já não crê no que não vê, eles sabem decodificar até nossos pensamentos, imagine pensar em Papai Noel descendo pela chaminé trazendo tantos presentes e para crianças que precisam entender que presente custa e pra ganhar, tem que trabalhar e muito.

Fim de papo de Natal e fica para o próximo ano a nova versão aqui proposta.

Ou não?

Genha Auga

Jornalista MTB: 15.320

 

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