O Dia da Música Popular Brasileira é comemorado anualmente em 17 de outubro. Também conhecido como o Dia Nacional da MPB, esta data celebra e

homenageia o nascimento da primeira compositora oficial da Música Popular Brasileira: Chiquinha Gonzaga, que nasceu em 17 de outubro de 1847, no Rio de

Janeiro.

Tem muita gente reclamando dos gostos musicais que caíram nas graças do povo brasileiro. Mas antes de criticar que isso é bom e aquilo é ruim, que tal conhecer um pouco da história da música brasileira? Entendendo como chegamos até aqui, entendemos que não é apenas moda, é cultura. Espero que gostem!

A música brasileira tem como sua maior influência a música africana, trazida pelos escravos, com seus ritmos frenéticos e instrumentos rudimentares. Mas esta não foi a única influência que desembarcou nos portos brasileiros na época da colonização. Os colonizadores europeus trouxeram o erudito, a dança de salão, os saraus e a música religiosa, totalmente contrastante com os cantos geralmente uníssonos e responsórios dos índios. Enquanto, na opinião de alguns historiadores, a mestiçagem dos povos foi uma desgraça para o Brasil, ela foi elementar para a formação cultural do país, e só teve seu início oficial após a abolição da escravatura em 1888.  A mistura dessas culturas diversas se tornou responsável pelo que conhecemos como música brasileira hoje.

O primeiro ritmo musical originalmente brasileiro foi o maxixe, formado a partir de uma mistura entre o "lundu" (este termo significa umbigada e é uma espécie de samba muito sensual praticado nas rodas dos escravos) e a "modinha"  portuguesa (composição suave, geralmente romântica, tocada na viola e dançada em salões). Com a umbigada do lundu e a poesia da modinha a identidade musical brasileira tomava forma. Por volta dos anos 1880 surgia um novo jeito de se fazer música no Brasil, no subúrbio da então capital Rio de Janeiro. Era uma forma mais charmosa e chorosa de se tocar as canções populares vindas da Europa, o que começou a ser chamado de “choro”. 

O Choro nascera mais precisamente como uma forma musical (utilizava-se frequentemente a forma de Rondó) do que como um gênero de fato. O virtuosismo e o reconhecimento dos músicos eruditos na época eram notáveis, tanto que os músicos brasileiros também queriam executar tais obras, mas da sua maneira. O jeitinho brasileiro de se fazer música foi criando forma, a versatilidade, a improvisação e a habilidade dos músicos se tornaram características do "choro". Reuniam-se músicos próximos, geralmente violonistas, flautistas e cavaquistas, e atuavam como "orquestras portáteis", se apresentando em estabelecimentos comerciais. Um nome importante do início do Choro, responsável pela formação de vários conjuntos de músicos, foi o do flautista Joaquim Antônio da Silva Calado, ou simplesmente, Calado.

As primeiras gravações musicais no país datam do início de 1900 e acabaram impulsionando a música como negócio e como objeto de consumo e lazer. Os primeiros encontros sociais para apreciação de música aconteciam nas confeitarias, onde a alta sociedade se reunia para tomar chá enquanto ouvia grandes músicos da época.  Também dentre as décadas de 10 e 20 era forte a presença de uma música feita longe dos grandes centros brasileiros: a música sertaneja. Como exemplo desta música sertaneja podemos citar a canção Luar do Sertão, composta por Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, muito diferente da música sertaneja que conhecemos nos dias de hoje. 

O entrudo, como era originalmente chamado o carnaval de rua, foi trazido pelos europeus para o Brasil no final do século XVIII. Enquanto as classes média e alta faziam sua folia dentro de salões, com passeios e bailes de máscaras que imitavam os grandes bailes de Paris, a classe baixa organizava "cordões carnavalescos" nas ruas, fazendo marchas pelas ruas e criando, consequentemente, o samba. Diferente do samba que conhecemos hoje, o samba das marchinhas de carnaval era chamado de "marcha rancho" e inicialmente era tocado com instrumentos de sopro. Ainda com a abolição da escravatura, muitos negros saíram da Bahia para viver no Rio de Janeiro. Esse movimento foi fundamental para a criação do samba por volta dos anos 1910, e teve como figura importante o músico, compositor e violonista Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga, que gravou o primeiro samba: Pelo Telefone. O samba chegou ao seu auge com a época de ouro do rádio brasileiro, na década de 30. 

Com o crescimento do rádio e da gravação elétrica no final dos anos 20, ser musico se tornava oficialmente uma profissão. As grandes rádios possuíam orquestras que tocavam ao vivo durante os programas, que eram apresentados em teatros e vistos por plateias. Havia concursos que elegiam as melhores e mais charmosas cantoras e acabaram criando verdadeiros deuses e deusas da música brasileira. Como primeiro meio de comunicação midiático do país, o rádio se tornou uma fonte universal de informações e entretenimento.

Nomes como Carmem Miranda, Ary Barroso e Pixinguinha surgiram. 

Logo a televisão chegou ao país, enquanto ia tomando o lugar do rádio nas casas das classes sociais mais altas, na década de 50 um novo movimento nascia no Rio de Janeiro. O pontapé inicial da Bossa Nova foi dado por Elizeth Cardoso, ao gravar o LP intitulado "Canção do Amor Demais". Logo artistas como João Gilberto, Vinicius de Moraes e Tom Jobim surgiram, inovando a música brasileira. Eram músicas inovadoras, pois suas composições tratavam sobre assuntos com caráter apreciativo, exaltação da beleza, criadas a partir de associações entre palavras esteticamente semelhantes, e sua elaboração harmônica era muito desenvolvida, abusando de escalas e sonoridades não usadas nos outros estilos brasileiros.

A Bossa Nova se tornou uma referência da música nacional. Em 1962 um show intitulado "New Brazilian Jazz Music" aconteceu em Nova York, colocando os grandes nomes do gênero em evidência em outros países. Tom Jobim foi um dos artistas que foi profundamente beneficiado com esse show, vendeu muitas de suas músicas para fazer versões em inglês e acabou vivendo nos Estados Unidos por bastante tempo. 

Paralelo ao sucesso da Bossa Nova, um novo gênero vindo de fora do país começava a interessar jovens no país. O rock de Elvis Presley e dos Beatles influenciava jovens que também queriam formar suas bandas em casa. Também interessada nesse sucesso e na repercussão que o rock causava entre os jovens, um dos canais de televisão da época criou a "Jovem Guarda". O programa conquistou fãs de todas as idades, tornando-se popular e literalmente ditando moda, já que era possível encontrar muitos jovens nas ruas com roupas semelhantes aos ídolos da televisão. Nomes muito importantes do movimento eram Roberto Carlos, Wanderléa, Nalva Aguiar, entre outros.

Os canais de televisão faziam grandes festivais em teatros, onde apresentavam muitos artistas ao público a cada edição. A MPB (música popular brasileira) estava se formando, tanto como movimento cultural como protestante contra a ditadura militar no país, e apresentou ao público nomes como Chico Buarque, Geraldo Vandré e Edu Lobo. A transição para a década de 1970 foi marcada pela consolidação da MPB, termo que sugeria um tipo de música mais sofisticada do que a feita em outras tendências também populares dentro da música brasileira. Com o passar dos anos mais artistas despontavam, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Elis Regina e Maria Bethânia.,

 Logo após a MPB, outros dois movimentos tomavam espaço: a Tropicália e o Iê-Iê-Iê. O movimento tropicalista caracterizou-se por associar numa mistura de elementos da cultura pop, os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil foram os principais expoentes desse movimento. Já o Iê Iê Iê ligava-se basicamente ao rock genuinamente produzido no exterior, embora no Brasil tenha suavizado adotando uma temática romântica em uma abordagem geralmente mais ingênua que a música internacional. Teve como grandes nomes Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Tim Maia, Wanderléa, José Ricardo, Wanderley Cardoso e conjuntos como Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, The Fevers.

 

Fonte: discotecaria.blogspot.com.br/

 

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