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Gazeta Valeparaibana

"Analfabeto não é aquele que não aprendeu a ler. Analfabeto é aquele que aprendeu a

ler e não lê."

Mário Quintana

Onde estamos: São José dos Campos - SP - Brasil

 UM COELHO CHATO

Existia no meio da floresta um condomínio onde viviam vários animais, alguns órfãos, outros já velhos e os que se perderam da família e, juntos, construíram essa morada de amigos que se ajudavam.

Para se morar lá, cada animal deveria cumprir as regras impostas pela síndica geral dona coruja e a subsíndica dona girafa que priorizavam o respeito, cuidados com o meio ambiente, solidariedade e dedicação pelo coletivo.

A cada mês, um animal era homenageado e convidado a preparar alguma atividade para que todos pudessem participar e se divertir.

Eis que mês de abril, em virtude da Páscoa, seria a vez do coelho. Acontece que dentre eles, havia um muito peralta, que costumava passar dos limites e enquanto não aborrecia grande parte dos animais, não sossegava.

            Era malcriado com os mais velhos, insensível com os mais novos e, indolente nas tarefas em prol da comunidade.

            Aprontava na festa dos outros animais e ficava ansioso para que chegasse abril porque gostava mesmo era de aparecer para os demais, e como ninguém aprontava com ele, a festa dele acabava sempre sendo eleita a melhor.

Esse coelhinho era bonitinho, de pelos macios e só perdia de ser querido por todos pelo que aprontava com os animais que viviam no bosque verde e bonito. Mentia para todos e provocava intrigas entre os amigos, fazia caretas para todos, escondia os brinquedos dos mais novos e sempre dava um jeito de esconder alguma coisa importante nas festas para estragar o evento dos outros bichos.

Porém, dessa vez, os animais reuniram-se e resolveram dar uma lição no coelho chato e combinaram de estragar sua festa.

A véspera da Páscoa chegou e o coelhinho preparou caminhos de cenouras, frutas, sementes, peixes para que todos seguissem a trilha até encontrarem os ovos de chocolate que embrulhara em papéis coloridos e fitas douradas que providenciara para que achassem o prêmio e dessa forma, seria o destaque do ano já que, como sempre, ele aprontava nos eventos dos amigos estragando a festa deles.

Dessa vez, todos se reuniram e resolveram fazer um complô contra ele e, pelos caminhos, colocaram explosivos de festa junina para dificultar a trilha que levaria aos ovos, o elefante fez uma chuvarada de água com sua tromba molhando todos os enfeites, colocaram placas com desenho do coelho fazendo as caretas que distribuía para todos só para irritar e, dentro das embalagens foi posto pedregulhos e nada de chocolate. Foi um trabalhão para a comunidade fazer isso sem que ele notasse, mas valeu a pena só de olhar a cara dele espantado e sem fala com tanto abuso dos animais em estragar sua festa.

Ele tentou esbravejar, mas como combinado, todos fizeram de conta que nada havia acontecido e se puseram a reclamar da falta de organização do coelho para com a festa o que lhe rendeu muitas broncas da síndica além de obrigá-lo a limpar toda sujeira e bagunça que ficara na floresta.

No dia seguinte todos ignoraram o “aprontão” que percorreu a floresta, cabisbaixo, envergonhado pelo fiasco de sua festa. Tanto sentiu a desfeita que decidiu ir embora constrangido e de orelhas baixas.

Apesar de todos terem-se divertido com a lição que deram a ele, ficaram com pena e decidiram convidá-lo a ficar e fazer sua festa de verdade, mas com a promessa de que nunca mais iria fazer tolices e provocações aos animas do “Condomínio Verde”.

O coelho, muito feliz, prometeu que jamais faria isso de novo e preparou a melhor festa que ele pode para retribuir a atenção e desculpar-se com todos.

Divertiram-se muito e o coelho aprendeu que para ser querido é preciso ser educado e saber respeitar o espaço e direitos de cada um.

Hoje ele vive bem entre todos e até foi convidado para dar palestras sobre o mal que faz debochar dos outros e que hoje entre os humanos chama-se bullying.

Moral da história: o silêncio da solidão não é bom e aquele que não trair, terá a melhor fama e os melhores amigos.

Genha Auga – jornalista MTB: 15.320

 

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