MACAU

Em outra parte do mundo, na Ásia, os portugueses também tiveram possessões. Duas delas foram Goa e Macau.

Macau é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China desde 20 de dezembro de 1999, sendo a outra Hong Kong. Antes desta data, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colônia europeia na Ásia.

A colonização de Macau teve início em meados do século 16, com uma ocupação gradual de navegadores portugueses que rapidamente trouxeram prosperidade a este pequeno território, tornando-o numa grande cidade e importante entreposto comercial entre a China, a Europa e o Japão. Macau atingiu o seu auge nos finais do século 16 e nos inícios do século 17, mas só em 1887 a China reconheceu oficialmente a soberania e a ocupação perpétua portuguesa de Macau, através do "Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português". 

Em 1967, como consequência do Motim 1-2-3, que marcou a revolta dos residentes chineses pró-comunistas de Macau, em 3 de Dezembro de 1966, Portugal renunciou à sua ocupação perpétua de Macau. Em 1987, após intensas negociações entre Portugal e a República Popular da China, os dois países acordaram que Macau voltaria para a soberania chinesa no dia 20 de Dezembro de 1999.

Atualmente, Macau está experimentando um grande e acelerado crescimento econômico, baseado no acentuado desenvolvimento do setor do jogo e do turismo, as duas atividades econômicas vitais desta região administrativa especial chinesa.

Situa-se na costa meridional da República Popular da China. Macau tem cerca de 538 mil habitantes, sendo a esmagadora maioria de etnia chinesa.

Desde 20 de Dezembro de 1999, o nome oficial de Macau é "Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China" (RAEM).

Após o estabelecimento da RAEM, Macau atua sob os princípios do Governo Popular Central da RPC de "um país, dois sistemas", da "Administração de Macau pela Gente de Macau" e de "Alto Grau de Autonomia", gozando por isso de um estatuto especial, semelhante ao de Hong-Kong, e possuindo consequentemente um elevado grau de autonomia, limitado apenas no que se refere às suas relações exteriores e à defesa.

Foi também garantido pela RPC a preservação do seu sistema econômico-financeiro e das suas especificidades durante pelo menos 50 anos, isto é, pelo menos até 2049.

As línguas oficiais são o português e o chinês.

O cantonês é dominado, em 2006, por cerca de 91,9% da população e falado correntemente por cerca de 85,7% da população, tornando-o a língua, ou mais precisamente o dialeto chinês, mais falado de Macau.

O português é só dominado por cerca de 2,4% da população e falado correntemente por cerca de 0,6% da população.

Macau, como um ponto de encontro e de intercâmbio entre o Ocidente e o Oriente, é dotada de uma grande diversidade de religiões, como o Budismo, o Confucionismo, o Taoísmo, o Catolicismo, o Protestantismo, o Islamismo e a Fé Bahá'í, que se coexistem harmoniosamente.

Porém a esmagadora maioria da população de Macau é adepta ao Budismo.

A moeda oficial usada em Macau é a pataca e encontra-se indexada ao dólar de Hong Kong.

Goa e Macau não são países independentes, mas podem ser “porta de entrada” para o Brasil na Índia e na China, “ponte de conexão”, se houver interesse político.

 

Goa, Damão e Dio

O Estado da Índia ou Índia Portuguesa foi um Estado ultramarino português, fundado em 1505, seis anos depois do descobrimento da rota entre Portugal e o subcontinente indiano, para servir de referência governamental para uma cadeia de fortificações, feitorias e colônias de ultramar.

 

Goa atualmente é um estado da Índia, na costa oeste daquele país. Em termos de renda per capta, é o estado mais rico da Índia. A língua oficial é o concani, mas ainda há falantes do português devido a 4 séculos de domínio lusitano em Goa.

 

As suas principais cidades são Vasco da Gama, Pangim, Margão e Mapuçá. A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria.  

 

Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região. No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". 

 

Goa foi cobiçada por ser o melhor

porto comercial da região.

 

A primeira investida portuguesa deu-se em 1510, de 4 de Março a 20 de Maio. Nesse mesmo ano, em uma segunda expedição, a 25 de Novembro, Afonso de Albuquerque, auxiliado pelo corsário hindu Timoja, tomou Goa dos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão.

 

Os governadores portugueses da cidade pretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente e para tal criaram algumas instituições e construíram-se várias Igrejas para expandir o cristianismo e fortificações para a defender de ataques externos.

 

A partir de meados do século XVIII verifica-se um alargamento dos territórios de Goa, que passam a integrar as Novas Conquistas. Apesar de, com a chegada da Inquisição (1560–1812), muitos dos residentes locais terem sido convertidos violentamente ao cristianismo,

ameaçados com castigos ou confisco de terra, títulos ou propriedades, a maior parte das conversões foram voluntárias tendo muitos dos missionários que aí pregaram alcançado fama.

 

A decadência do porto no século 17 foi consequência das derrotas militares dos portugueses para a Companhia Holandesa das Índias Orientais, tornando o Brasil o centro econômico de Portugal. Em 1842 foi fundada a Escola Médico-Cirúrgica de Goa que formou médicos que viriam a exercer em todo o Império Português. Em 1900 Goa teve seu primeiro jornal bilingue gujarati-português.

 

De 18 para 19 de dezembro de 1961 uma força indiana de 40.000 soldados conquistou Goa, encontrando pouca resistência.

O hinduísmo (65,8%), o cristianismo (26,7%) e o Islamismo (6,8%) são as três maiores religiões goesas. 

 

O primeiro Vice-Rei foi D. Francisco de Almeida, que estabeleceu seu governo em Cochim (Kochi).

 

Em 1530 a capital do Estado da Índia foi transferida para Goa e, antes do século XVIII, o governador português ali estabelecido exercia sua autoridade em todas as possessões portuguesas no oceano Índico, desde a monção do Cabo da Boa Esperança, a oeste, passando pelas Ilhas Molucas, Macau e Nagasaki (esta não formalmente parte dos domínios portugueses) ao leste.

 

Em 1752, Moçambique passou a ter um governo próprio e em 1844 foi a vez dos territórios de Macau, Solor e Timor, restringindo a autoridade do governador do Estado da Índia às possessões portuguesas na costa de Malabar, permanecendo assim até 1961.

 

Antes da independência da Índia, ocorrida em 1947, os territórios portugueses se restringiam à Goa, Damão, Diu, e Dadrá e Nagar-Aveli. Portugal perdeu o controle efetivo dos enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli em 1954 e, finalmente, o resto dos territórios do subcontinente indiano em dezembro de 1961, quando foram tomados por uma operação militar indiana. Apesar da tomada pela Índia dos territórios portugueses no subcontinente, Portugal reconheceu oficialmente o controle indiano somente em 1975, após o Revolução dos Cravos e da queda do regime do Estado Novo.

 

João Paulo E. Barros

 

Página Inicial

 

Todos os jornais PDF

 

Compêndios (PDF)
- Vale do Paraíba Paulista
- Região Serrana da Mantiqueira
- Litoral Norte Paulista
- Região Bragantina
- Região Alto do Tietê
- Manual Ecológico

- Relatório COP21 (Inglês) - Paris 2015/30

 

Matérias Fixas

- Turismo no Est. de São Paulo
- Cone Leste Paulista
- Região Metropolitana de São Paulo

 

Regiões/Culturas/Turismo
- Circuito das Águas
- Circuito Alto Paraíba
- Circuito Mantiqueira
- Costa Verde
- Caminhos do Tietê
- Rota da Fé
- Rota dos Bandeirantes
- Turismo Rural
- Vale Histórico
- Festas e Festivais
- Cortejos
- Danças
- Romarias
- Música de Raiz Vale do Paraíba
- Folguedos

 

Biblioteca de Projetos

 

Gazeta Valeparaibana

Expediente

Redação

Administração

Redes Sociais

Facebook

Vk

Twiter

Faça a sua doação

Mensal

Anual

Recicláveis

Você Leitor

Quer ser um voluntário?

Novos autores

Fale conosco

Outras facilidades

Sua opinião

Tribuna Popular (reclamações)

Turismo