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"Analfabeto não é aquele que não aprendeu a ler. Analfabeto é aquele que aprendeu a

ler e não lê."

Mário Quintana

Onde estamos: São José dos Campos - SP - Brasil

Descobrimento da América

Chama-se Descobrimento da América a chegada e ocupação da América pelo navegador Cristóvão Colombo (1452-1516) em 12 de outubro de 1492.
A expedição foi patrocinada pelos reis católicos de Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela.

Atualmente, questiona-se o uso da palavra "descobrimento" para nomear este feito, pois as terras já se encontravam habitadas por povos nativos.
A Busca pelo Oriente.

Com as dificuldades importas pelos turcos ao comércio europeu, após a tomada de Constantinopla em 1453, a busca por uma rota alternativa à Mediterrânea se tornou prioridade para a Europa.

Neste momento, Portugal liderava uma série de expedições marítimas que o levou a tomar posse das ilhas atlânticas como Açores, Madeira e da cidade de Ceuta, na África.

Em seguida, os portugueses foram se lançando a percorrer a África, mas sem perder de vista a costa deste continente.
Como os reis de Castela também se interessaram em se lançarem ao mar, ambas coroas assinaram vários tratados a fim de repartir as terras descobertas e por descobrir.

Um dos acordos assinados foi o Tratado de Tordesilhas, em 1492, que dividia o mundo entre Portugal e Espanha.
Neste contexto, o navegador genovês Cristóvão Colombo alimentou a ideia de chegar às Índias navegando pelo poente. Ou seja: ele queria tentar um novo caminho até então inexplorado.

Esta rota era baseada no mapa do florentino Paolo Toscanelli (1397-1482), e a ideia foi apresentada ao rei de Portugal, Dom João II (1455-1495). O monarca negou o apoio, pois duvidava que fora possível fazê-lo.

Colombo parte para os reinos de Castela e Aragão em busca de ajuda. Apesar de unificadas, parte da nobreza castelhana queria continuar a sustentar guerras no continente europeu. A outra parte desejava arriscar-se em buscar o denominado "novo mundo".

Após sete anos de reuniões, discussões e intrigas, Colombo consegue dinheiro para realizar seu empreendimento. Assim, partiu em 13 de agosto de 1492, com apenas duas caravelas: Nina e Pinta e a nau Santa Maria.

A tripulação estava composta de 90 homens que chegaram à América 61 dias depois, aportando nas Bahamas e, logo depois, em Cuba e Santo Domingo.
Colombo acreditava ter encontrado as Índias e tentou por mais quatro vezes chegar aos mercados indianos. Sempre acreditou que tinha chegado à Ásia, porém suas incursões resultaram no descobrimento das Antilhas e da América Central.

Um Novo Continente: América
Foi em 1504 que o navegador florentino a serviço da Espanha, Américo Vespúcio (1454-1512), classificou como um continente as novas terras descobertas.
O fato foi confirmado em 1513 pelo navegador Nuñez de Balboa (1476-1519) que atravessou a América Central e chegou ao oceano Pacífico.
Mais tarde, o cartógrafo Martin Waldseemüller (1470-1520) começaria a empregar o termo América em seus mapas, em homenagem a Américo Vespúcio, para designar o "novo mundo".

Por sua parte em 1519, o navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521) iniciou a primeira viagem de circunavegação pelo planeta.
Rejeitado pelo rei português, ele se pôs a serviço do monarca espanhol Carlos I (1500-1558). Sua expedição partiu de Cádiz, e fez paradas nas Canárias, Recife e Buenos Aires. De lá, atravessou o Estreito de Todos os Santos que posteriormente foi chamado de "Magalhães" em sua homenagem.
Com isso, ele conseguiu chegar à Ásia, especialmente nas Filipinas e nas Ilhas Molucas.

Magalhães morreu em 1521, nas Filipinas, em combate com os nativos. A viagem foi concluída no ano seguinte pelo espanhol Juan Sebastián Elcano (1476-1526) e dezoito sobreviventes.

As Grandes Navegações

As grandes navegações foram um empreendimento que mudou a fisionomia do mundo para sempre.

As grandes navegações foram impulsionadas pelo fechamento das rotas comerciais pelos turcos, após a queda de Constantinopla em 1453.

A conquista de um mundo desconhecido representava um desafio para as monarquias nacionais, que viam neste empreendimento uma foram de legitimar seu poder e expandir seu território.

O continente europeu recebia do Oriente açúcar, ouro, cânfora, porcelanas, pedras preciosas, pimenta, cravo, canela, noz-moscada, gengibre, drogas medicinais, bálsamos, unguentos, perfumes e óleos aromáticos.

As mercadorias que saíam do Oriente rumo ao Ocidente eram transportadas por árabes em caravanas realizadas por terra até a Itália, chegando a Gênova, Veneza e Pisa.

Como intermediárias, essas cidades monopolizavam o comércio do Mar Mediterrâneo e havia uma pressão das monarquias nacionais para a quebra do monopólio.

Além do comércio paralisado, a união entre o Estado e a burguesia consistiu em outro importante fator para as grandes navegações. Era de interesse dos monarcas e burgueses financiar a tecnologia para subsidiar as incursões marítimas.

Surgem, assim, os barinéis, pequenos barcos de dois mastros e velas quadrangulares; seguidos pelas caravelas com três mastros e, por fim, as naus, mais sofisticadas e dotadas de leme.

Da China provinha a bússola, e das regiões árabes, o astrolábio, que serão fundamentais para auxiliar e fazer possível a navegação de grande distância.
Todo esse conhecimento náutico, o Estado centralizado, uma burguesia interessada em expandir seus negócios, e a Igreja Católica desejando expandir a fé cristã, favoreceram o sucesso das navegações europeias à América e Ásia.

Juliana Bezerra
Professora de História
 

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