MORADA FINAL

Enquanto vivos, os homens trabalham para comprar casa e, da mesma forma, incentivam os filhos a conquistarem um espaço para viverem e, terem ao menos sua própria casa.

Alguns conseguem, a “duras penas”. Outros herdam de quem penou para isso. Os que não conseguem adquirir a sua própria, agarram-se avidamente ao emprego que lhes possa garantir o aluguel de um teto.

Há pessoas que possuem vários imóveis e outras, nenhum. Algumas se estabelecem em mansões, outras em pequenos apartamentos, mas, pior são os que perdem suas moradias com as enchentes, com o fogo, com o descaso que gera o desemprego e que os obriga a morar nas ruas...

Observando o ciclo de vida deste planeta, é admirável a competência do homem em construir e edificar o mundo com prédios, mas, sem edificar as relações humanas...

No entanto, por ironia do destino e para todos, o final de cada história se dará no espaço que os mortos ocuparão e onde será determinado seu desaparecimento num gradativo esquecimento.

Uns terão como homenagem fotos, medalhas, mármores com seus nomes escritos, inscrições ou apenas orações.

Alguns terão sua morada final preservada com flores frescas e, de acordo com sua religião, as devidas homenagens. A outros, uma vida com poucos recursos pode ser seguida com morte com pobres homenagens: flores de plástico, uma vela. Os que sobreviverem lidarão com a perda cada qual à sua maneira.

Eis que chega o Dia dos Finados, “dia de visitas aos mortos” com oferendas, lágrimas saudosas e outras homenagens. Do lado de fora dos cemitérios, o comércio de flores e artigos religiosos permite que os comerciantes faturem um bom quinhão que poderá ser destinado ao pagamento de suas casas.

Não importa se corpos estejam em suntuosas moradas finais, lápides impecáveis e monumentos suntuosos, ou em simples sepulturas que o desgaste do cimento tornou anônimas. Não importa quanto esforço e suor de vidas inteiras. Nos cemitérios todos são nivelados, sem dó nem piedade: será pó.

A grande dúvida dos seres humanos: e do pó, para onde iremos?

Teremos opções sexuais, religiosas ou de status?

Seremos julgados ou haverá delação premiada?

Propinas para escolher o Paraíso ou o Inferno?

Será que por lá haverá o livre arbítrio que aqui houve e que tantos não souberam usar?

Ou serão limitados ao Limbo até que aprendam que, acima de tudo, existe algo muito maior e melhor, algo que foi esquecido usando muito mal o presente que lhes foi dado gratuitamente que é o amor, a bondade e a solidariedade em nome de um Deus, seja lá qual for. E que com certeza, é escolha nossa, de cada um de nós.

Haverá quem, entre os homens, não aceite que no fim do túnel, todos estarão e serão iguais?

Genha Auga

Jornalista MTB: 15.320

 

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