RECLAMAR OU REVOLUCIONAR

 

O Brasil inteiro reclama do governo e suas medidas. Discutem, debatem pelas redes sociais e por aí se expande a insatisfação da atual situação.

Unidos pela força e vontade de impedir injustiças que corrompem nossos direitos e ameaçam nosso futuro, promoveu-se um ato público e manifesto nas ruas, aliados a greves dos funcionários dos ônibus e metrô que, da mesma forma, sentem-se ameaçados em seus direitos trabalhistas e garantia de um bem estar.

O país propagou e chamou para as ruas o povo para manifestarem seus desejos no intuito de serem ouvidos pelos nossos governantes que tomaram as rédeas e nos ameaçam duramente a cada dia com decisões que só nos escravizam duramente para que continuemos investindo nossas energias aumentando a renda “deles” e diminuindo cada vez mais as condições do povo varonil, tão cansado do suor derramado que mal o recompensa para ganhar o pão de cada dia.

Pronto! Os brasileiros resolveram agir e sair para as ruas e tudo muito bem divulgado e “combinado”.

Mas, eis o que me faz escrever essa crônica:

Já que tudo foi combinado e divulgado sobre o movimento e a paralisação dos meios de transportes, no meu entender, houve tempo para se pensar e analisar a situação e decidir em sair para participar, ficar em casa, apoiar o movimento, adiar ou antecipar compromissos da referida data (médico, reuniões, pagamento de contas e outros).

No entanto, muitos resolveram trabalhar já sabendo das dificuldades que iriam enfrentar alguns, porque não podem arriscar seus empregos ou a remuneração do dia e desesperados, por cumprir seus horários, reclamam da greve como um desrespeito a eles, mas não do empresário que chega a hora que quer e com outros meios de transportes que não seja ônibus e metrô e sem se preocuparem em viabilizar recursos para que esses tenham possibilidades de chegar ao trabalho e flexibilidade nos horários e garantia de não serem descontados. O empregado amedrontado cumpre à risca sua jornada sem pressionar o empregador. Mas, afinal, se todos faltarem ao trabalho o que aconteceria? Todos os empregados seriam demitidos?

As mães enviam seus filhos para as escolas sabendo que as portas estarão fechadas e reclamam como se o professor não estivesse lutando pelos seus direitos e qualidade no ensino.

Tem gente que vai para as compras sabendo que muitas portas não se abririam e no meio do tumulto de um dia como esse, reclamam, mas, quando estão nos supermercados também reclamam dos preços e não fazem nada para aqueles que lutam por um novo rumo de nossas vidas.

Que os movimentos tornem-se a causa de todos e aqueles que não forem para as ruas por motivos particulares ou, se preferirem ficar confortavelmente “em cima do muro”, pois sabem que mesmo sem lutar, se beneficiarão sem nenhuma exposição como os que o fizeram.

Mas, já que não revolucionam, então não reclamem.

Banidos de um ensino de qualidade, de garantias dos benefícios ao trabalhador e ao aposentado que movimentam a economia do país, por todos os altos impostos que se paga por uma vida inteira e pela negligência à saúde, desvalorização dos educadores, inviabilização da propagação e incentivo à arte e cultura, impunidade dos crimes que nos ameaçam diariamente e à corrupção que se assola, prova é de que nos castram no âmago de nossas consciências e assim, nossa passagem por essa vida só nos induz a abrirmos mão de construir caminhos e nos condenando à condição de cidadãos a marionetes comandados pelos poderosos que tem acesso a tudo que estão nos tirando e ainda com a diferença de que o atendimento que precisam com qualidade e que aqui não tem, buscam nos países desenvolvidos que lhes garantem isso.

Somente coletivamente poderemos ter uma sociedade mais justa, divididos continuaremos como gralhas emitindo sons e comendo migalhas.

 Ou, embora cansados, vamos correr até alcançar voos como águias...

 

Genha Auga

Jornalista MTB:13.520

 

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