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Gazeta Valeparaibana

"Analfabeto não é aquele que não aprendeu a ler. Analfabeto é aquele que aprendeu a

ler e não lê."

Mário Quintana

Onde estamos: São José dos Campos - SP - Brasil

A Segunda Guerra Fria 

 A expressão “guerra fria” se refere a um tipo de conflito em que as superpotências rivais não se confrontam diretamente. A primeira guerra fria durou de 1945 a 1991, foi a rivalidade entre os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A rivalidade entre as duas nações tinha origem na incompatibilidade entre as ideologias defendidas por cada uma delas. Os EUA defendiam (e ainda defendem) o capitalismo, e a URSS defendia o socialismo.

A Segunda Guerra Fria, ou Nova Guerra Fria, é outro período de tensão política e militar entre grandes potências mundiais, como os países membros da União Europeia e da OTAN contra a Rússia, os Estados Unidos e Japão contra a China e Coreia do Norte, Estados Unidos e Israel contra o Irã... e esse segundo período começou em 2014, dentro do contexto da crise ucraniana, e continua ainda hoje.

O perigo é o mesmo da Guerra Fria anterior, as grandes potências mundiais caminharem rumo a Terceira Guerra Mundial. Até onde vai o bom senso das oligarquias políticas internacionais? É evidente que a retomada das tensões geopolíticas é a reação dos Estados Unidos da América à sua decadência enquanto superpotência mundial. Mas o que abalou a economia dos EUA não foi justamente os excessos de gastos militares? As guerras no Afeganistão e no Iraque? O que acontece realmente com os Estados Unidos (e Europa), as políticas de centro, que predominam há muito, estão em decadência. Observando a História e a Geopolítica, é perceptível que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha são países “companheiros”, reivindicaram livre-comércio nos anos 90, a Nova Ordem Mundial neoliberal, têm basicamente a mesma ideologia, lutaram do mesmo lado na Primeira e Segunda Guerras Mundiais, será que não convém para os Estados Unidos e a Grã-Bretanha se juntarem ao Canadá e à Austrália, e formarem um megabloco anglo-saxão? Um “NAFTA alternativo” ampliado entre países desenvolvidos de língua inglesa? Ou que inclua também países que não são anglo-saxões, como Japão e Coreia do Sul? Também, será que não convém aos Estados Unidos esquecer, por uns tempos, o Oriente Médio? Tentar corrigir os seus erros internos? Reverter a desindustrialização interna? Fazer uma Reforma Política? “Ceder os anéis para não perder dos dedos”, aceitando um mundo multipolar e permanecer como um dos grandes protagonistas junto com a União Europeia, a China e a Rússia? Para que colocar o mundo em risco de um holocausto nuclear, de forma a destruir as civilizações atuais?

Os EUA são o quarto maior país do mundo em extensão territorial, o terceiro maior em população, têm um PIB com mais de 12 trilhões de dólares, uma influência cultural sem par sobre outros países, um país ainda muito poderoso como os Estados Unidos tem tempo de frear a sua decadência e permanecer a principal potência do planeta por um bom tempo. Não é necessária outra Guerra Fria! O mundo necessita de paz.

João Paulo E. Barros

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