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MUDEM DE ATITUDE

 

2017 foi um ano de turbulências para a nação, mas deveríamos considerar também de muito    aprendizado, e se em 2018 usarmos nossas forças, seremos capazes de retornar ao formato original e recuperar o que é nosso por direito. A atual realidade exige, mais do que nunca, que adotemos postura de resiliência para seguir em frente nos moldes necessários.

Afinal, são os momentos de crises e dificuldade que nos colocam à prova para trazer à tona o nosso melhor e, assim agindo, demonstraremos capacidade de aprender com os erros, de nos tornar mais fortes e preparados para enfrentar novos desafios e, ao invés de nos acomodar,     iremos ao encontro dos propósitos de nossas vidas. 

Com a convicção de que temos como não sucumbir aos impactos que recebemos a cada dia para não sermos derrubados, é preciso ter raízes fortes como as árvores que resistem aos tornados e furacões.

Assim como a luz está presente em nossos dias, temos que perceber a luz que habita em nosso interior e fazê-la desabrochar com força, energia e sabedoria.

A política em nosso país tem sido até agora o passaporte para o cidadão ser transportado à     carência de educação e falência social. Antes nos apoiávamos na força política acreditando num futuro melhor, mas hoje nos deparamos com um sistema de governo que corrompeu a dignidade humana das pessoas de bem, e que fez nascer a indignação que corrói nossas almas.

A compra de votos, o enriquecimento ilícito, a falsidade ideológica, a propaganda enganosa e a inversão de valores nos fazem viver na amoralidade e com o destino nas mãos de desonestos que usaram suborno e falcatruas para se promoverem e se elegerem enganando seus incautos eleitores.

Essa prática promove o nepotismo, nomeações fantasmas, superfaturamento, caixa dois, sonegação, abuso de autoridade, mensalões e eleições fraudulentas. Isso tudo denegriu a administração pública e social. Caçoando dos eleitores, o infrator quando se sente ameaçado, correndo o risco de ser cassado, nega seus atos, defende a ética e moral, elimina as provas que o condena, une-se e fortalece corruptores e corruptos, que continuam contemplados com benefícios que deveriam ser do povo.

Assim, seguem a céu aberto, num mar de lama com altos salários debochando da justiça e de nós.

Os criminosos de colarinho branco e alma negra, em todos os níveis do governo, iludem eleitores ingênuos, que foram privados do seu direito de estudar, ter saúde, segurança e uma vida digna. Eleitores esses que confiaram em palavras falsas escritas por marqueteiros inescrupulosos para seus clientes mais inescrupulosos ainda.

Mas quando se fala em postura resiliente, significa que poderemos intervir e impedir a continuação da formação desses grupos de conluio e quadrilhas.

Deixemos que “eles” sintam-se ameaçados e inquietos com o poder de nossa força e, que não temam somente as delações premiadas e sim a nós, que podemos ser os fiscais e delatores de agora em diante.

Num período de crise econômica e moral à beira da nova eleição, o voto precisará ser diferente para que nosso futuro não continue obscuro. Precisaremos avaliar cada proposta, cada candidato em relação às nossas causas e necessidades, não só as imediatas, mas também as propostas a longo prazo e que nos garantam que lá na frente não haverá novas surpresas desagradáveis e nocivas. Não podemos hoje repetir o que foi feito ontem: afinal, quem decide e escolhe somos nós.

Com resiliência, escolhamos quem deverá e poderá estar ao nosso lado, porém, sem acreditar demais, vigiando essa liberdade e cobrando nossos direitos com rigor.

A dor do brasileiro não passa porque nos acostumamos com ela. Essa dor é consequência da nossa falta de expressão e da falta de consciência dos nossos votos.

Fomos e somos governados por desinteressados pelo povo.

Que ninguém entre nós vote em quem não merece. Não votar em corruptos é o primeiro passo para expulsar dos postos executivos e legislativos todos os que tiverem qualquer tipo de mancha na reputação.

 

Genha Auga – Jornalista – MTB: 15.320