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Música e Tradição

 

Musica, literatura e história 

 

A música, a literatura e a história sempre caminharam muito próximas desde os primeiros tempos do homem, no Planeta Terra. Por isso, conosco, aqui no Cone Leste Paulista, onde o progresso e o desenvolvimento do Brasil, começou, desde os primórdios da colonização, passando pelos ciclos do Ouro e do Café, firmaram costumes e esses costumes viraram tradição, não poderia deixar de ser diferente. Esta mistura se encontra presente nos dias de hoje, na chamada musica popular brasileira, seja na forma do samba, ou de outros ritmos como o afro - regue, forró nordestino e até mesmo nos ritmos baianos.

Em todas as manifestações tradicionais e populares musicadas a religiosidade sempre se manteve presente e de uma forma muito intima, ligada a todos os festejos. Acompanhando uma logística em que já nos primórdios, da religião católica, onde, na cultura ocidental, uma primeira referência é a Bíblia Católica, sobretudo a partir da aparição do rei-poeta que foi David, a escrita sempre pediu uma melodia. Seus salmos pediam música, como está indicado ainda nos dias atuais nos textos bíblicos.

No caso de Brasil e, mais propriamente estudando a música como uma forma de tradição e uma cultura popular, encontramos nos anais da história referência historiográficas sobre a primeira influência musical, introduzida no Brasil, que foi os acordes da música popular portuguesa, especialmente no que tange ao Norte e Nordeste do Brasil. A essa influência se acrescentaram ritmos indígenas, que aos poucos foram se incorporando, com a inclusão de mais instrumentos, muito embora rudimentares, de percussão. Posteriormente vieram a se juntar ritmos africanos, trazidos pelos negros, que além de suas tradições musicais, acrescentaram ao instrumental Brasileiro, seus instrumentos usuais, que trouxeram na bagagem, nos navios negreiros.

 

"Sarayá jongueiro velho

Que veio para ensinar

Que Deus dê a proteção

Pra jongueiro novo

Pro jongo não se acabá"

 

Cancioneiro popular: Jongo de Guaratinguetá

 

Congadas, Moçambiques, fitas, cururu, como tantas outras. Iguape, lá no Litoral Sul, onde foi o começo da colonização de nosso Litoral, santuário de história e de cultura, que por tamanha, transbordou para o resto de nosso Estado e porque não dizer para o Brasil.

Vamos conhecer um pouco de nossa musica.

 

Cururu

 

Cururu é o repente, o desafio trovado ao som de violas do Médio Tietê, na Região Alto do Tietê, parte integrante do Cone Leste Paulista. São numerosos,   afamados e respeitados os grupos de "cururueiros", como são conhecidos os trovadores desta região. Alguns destes grupos já puderam mostrar sua cultura em novas fronteiras, fora do Brasil. Nesta região não há festa nem Pouso de Bandeira do Divino sem o caruru, que pode varar a noite num revezamento de vários trovadores. E não há cidadão que arrede pé diante de uma porfia de cantoriões (cantadores).

Ocorrências: Conchas, Laranjal, Piracicaba, Porto feliz e Tietê.

 

 

 

 

                                                                                        

 

Instrumentos Tradicionais

  

 Marimbas

 

Mais comuns na música Banto da África Negra, as Marimbas transmigraram na bagagem do negro escravizado tendo sido populares no Brasil. Correspondentes nos ciclos eruditos aos Xilofones, são instrumentos de percussão melódicos, construídos de uma série de lâminas de determinados tipos de madeira, em números variáveis, afixados em pequenas traves ou arcos, tendo como ressonadores, pequenos coités (cabaças), cortadas ao meio e fixadas por baixo de cada lâmina.

As Marimbas, serviam então, ao lado de outros instrumentos também vindos nas bagagens dos negros escravos da África, de base rítmica, com variações para folguedos e danças.

Ao que tudo indica as Marimbas desapareceram de quase todo o território Brasileiro, tendo sobrevivido no Litoral Norte do Estado de São Paulo, no entanto, inspira cuidados e esforços para a sua preservação. Sua utilização hoje somente se circunscreve ás Congadas, sendo muito poucos seus executantes e bem menos os que conseguem confeccioná-las.

Tanto em sua configuração técnica, como em sua execução, as Marimbas continuam bem próximas de seus ancestrais africanos.

Ocorrências: Ilha Bela, Caraguatatuba e São Sebastião.

 

 

 

 

                                                                                                                                

 

 

 

Violas e Rebecas

 

È bastante fácil encontrar violeiros por todo o Estado de São Paulo.

Violas e Rebecas, sempre associadas, existem em grande número em todo o Litoral Sul do Estado e no Vale do Paraíba Paulista, com uma peculiaridade, são fabricadas nestas mesmas regiões.

Companheira fiel das horas ociosas dos caiçaras e do povo tradicionalista do Vale do Paraíba, para quem, a viola, portadora de seus sentimentos, fala e chora, costuma receber nas regiões o nome de viola branca, pela cor da madeira com que é confeccionada, a cacheta.

É a própria viola caipira.

Quando querem dizer que o baile será mais de acordo com os costumes da terra, dizem que haverá fandango, ou para deixar melhor explicado, que haverá baile de viola ou então quando somente seja um encontro que haverá, apresentação de viola caipira. 

Estes instrumentos são confeccionados em 4 tamanhos: Viola Inteira (a maior, mais difícil de ser encontrada), Três Quartos (3/4 de Viola Inteira, mais facilmente encontrada), Meia Viola (fácil de ser encontrada e a mais procurada) e o Machete ou Machetão (viola pequena, também chamada de violinha, mais raras).